Artigo da UVE – Associação de utilizadores de Veículos Elétricos, publicado na edição nº 85 da revista Blueauto de novembro de 2024, sobre a revisão do Regulamento Jurídico da Mobilidade Elétrica (RJME) e Regulamento da Mobilidade Elétrica (RME) para cumprir as novas diretivas do regulamento europeu para a criação da Infraestrutura de Combustíveis Alternativos (AFIR).
Fruto da necessidade de incluir no Regulamento Jurídico da Mobilidade Elétrica (RJME) e Regulamento da Mobilidade Elétrica (RME) as novas diretivas do regulamento europeu para a criação da Infraestrutura de Combustíveis Alternativos (AFIR), está em curso uma revisão do RJME e RME.
Na reunião do dia quatro de julho de 2024, entre a UVE e o gabinete da Secretaria de Estado da Mobilidade, foi demonstrado interesse em aprofundar as soluções apresentadas no documento criado em 2020, pelo grupo de trabalho constituído pela UVE – Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos e pelo CEiiA.
A vinte e quatro de julho a UVE apresentou um documento que constitui um resumo com as necessárias alterações de adaptação, à data, e momento atual.
Divulgamos agora, um resumo do documento cujas ideias principais, são:
- Clarificação da interligação dos postos de carregamento para veículos elétricos (PCVE), via plataformas de gestão dos operadores dos pontos de carregamento
- Criação do conceito de tarifa local
Um tarifário que agrega todos os custos (OPC + CEME + tarifas e impostos), fruto da associação OPC/CEME, e é disponibilizada ao UVE pelo dono do PCVE.
- Revisão do caráter e papel da Entidade Gestora da Mobilidade Elétrica (EGME)
Possível evolução para entidade privada, mantendo atividades reguladas e não reguladas e definição de novas atribuições.
Todos estes desenvolvimentos pretendem resultar numa melhoria para o utilizador, simplificando a operação ao nível dos PCVE, mantendo os pontos fundamentais de sucesso do nosso modelo de mobilidade elétrica. Pretende-se que sejam disponibilizadas ao Utilizador um conjunto de diferentes soluções que abranjam um alargado leque de necessidades, cubram todas as diferentes formas de utilização, tanto para particulares como empresas e também estejam adequadas aos diferentes estágios de conhecimento dos utilizadores.
Nesta evolução do modelo passam a estar disponíveis três formas principais de interação com um posto de carregamento:
- Carregamento ad hoc (sem contratos)
Custo por kWh, segundo as normas regulamento AFIR, com valor total final ([OPC/CEME], taxas e impostos).
Disponibilizada ao UVE, via terminal de Pagamento Automático (TPA), ou QRCode, conforme definido pelo regulamento AFIR. - Tarifa local (titular do posto)
Clientes diretos do titular do PVCE [OPC/CEME]. Tarifa global integrada, idealmente em kWh, cumprindo normas do regulamento AFIR.
Disponibilizada ao UVE, mediante contrato com o dono do PCVE [OPC/CEME]. Ativação por cartão, app ou forma de pagamento digital disponível no PCVE. - Tarifa operação (CEME)
Tarifa da parcela de Operação (OPC) + taxas e impostos, disponível para todos os Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME).
Disponibilizada ao UVE, mediante contrato com um CEME, via cartão ou app.
Consulte na íntegra o documento criado pelo Grupo de Trabalho UVE / CEiiA
Consulte a edição digital da Revista Blueauto, nº 85
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